Julgamento do Facebook, o senhor Zuckeberg, privacidade e a invasão dos seres reptilianos.
Bem-vindo novamente, caro leitor. Me desculpo em avanço - os reptilianos não existem, mas a visagem do senhor Zuckeberg pode fazer você acreditar no oposto. Mencionei anteriormente que iríamos tentar
entender como as mídias sociais estão procedendo em nossa sociedade e porque
serviços como o Facebook e o Twitter estão em um certo processo de queda, como
reportado pelo Reuters Research Institute, em 2017. O que eu não esperava foram
os acontecimentos um tanto quanto convenientes que ocorreram na história
recente do Facebook.
Se você esteve se mantendo informado, caro leitor, então sabes que recentemente, o senhor Zuckeberg esteve em processo de julgamento nos Estados Unidos – aparentando um tanto quanto um ser reptiliano que reside nas mais fundas camadas de nossa crosta terrestre, ele foi acusado devido a – e vamos repetir isso novamente, caro leitor – quebra de privacidade!
Mais especificamente, ele e, por extensão, o Facebook em si - é acusado por arrecadar dados sem o consentimento de seus usuários – aproximadamente 87 milhões tiveram seus dados pessoais utilizados pela firma de dados “Cambridge Analytics”, que, em si, a utilizou para apoiar a campanha do candidato republicano Donald Trump - esses dados direcionaram a campanha para ter mais efeito em mídias sociais.
Não, leitor. Não vamos entrar em política aqui. Isso é um caldeirão no qual não tem valor se aproximar nesse momento – mas olhemos para os fatos – a privacidade de usuários está em jogo. A fragilidade do pessoal está visível, mais do que antes. E isso leva as pessoas a questionarem – afinal, vale a pena usar esses serviços?
Pergunta estúpida, sim. É claro que vale a pena. A nossa sociedade já se estruturou ao redor de mídias sociais e contatos rápidos, e isso não vai mudar com uma crise em um desses serviços. O que acontece, porém, são processos de migração. Olhemos aqui para os dados publicados pela Reuters, ainda antes de toda essa polémica.
A utilização do Facebook em si como um serviço aberto esteve em um processo de queda de usuários – apenas 5% em total, nesse ano, mas o interessante é como as pessoas estão fazendo uso de sistemas de privacidade. A Reuters mostrou que um número significante de usuários moderavam o seu feed de notícias (Um mínimo de 36% fazendo alguma forma de moderação nesses meios.)
Agora olhem só – essa queda de 5% que observamos em 2018? Ela está atribuída por certos estudiosos pelas mudanças que foram feitas no sistema de notícias do Facebook... que foram feitas especificamente para filtrar informações dissidentes da opinião do usuário!
E as pessoas dizem que empresas não estão de olho nos costumes de seus usuários! Claro que não – estão muito de olho mesmo, mas a reação pública aparenta o seguinte – quando a questão é moderar conteúdo, o usuário prefere ter algum tipo de agência no processo.
Então vemos o crescimento de serviços pessoais como o WhatsApp – não duvido que você utiliza ele, caro leitor. Afinal, com ele, podemos moderar com quem falamos, em grupos semiabertos, recebendo o que quisermos. Os dados da Reuters confirmam isso, vendo um crescimento de 7% no Brasil em usuários do WhatsApp.
Isso significa que o Facebook está em perigo? Não. Não, ele realmente não está, pois ainda é a mídia mais popular no mundo. Além disso, o Facebook comprou o WhatsApp em 2014. Hoje em dia, tudo é conglomerado, caros leitores – seja o Facebook, Disney, Marvel ou qualquer outra coisa. Mas essas alterações permitem a nós observarmos que o paradigma de consumo de nossas mídias está em um processo de mutação –e dependendo de quais outros escândalos escaparem ao processo dos anos, vai continuar a mudar mais ainda.
Isso nos leva ao próximo assunto que iremos discutir, caro leitores - um tanto quanto gostoso. E quando gostoso, digo polémico. Vamos falar de Câmaras de Eco e as suas relações com as mídias sociais no próximo post. Preparem as suas tochas!
Se você esteve se mantendo informado, caro leitor, então sabes que recentemente, o senhor Zuckeberg esteve em processo de julgamento nos Estados Unidos – aparentando um tanto quanto um ser reptiliano que reside nas mais fundas camadas de nossa crosta terrestre, ele foi acusado devido a – e vamos repetir isso novamente, caro leitor – quebra de privacidade!
Foto retirada da Reuters, 2018
Mais especificamente, ele e, por extensão, o Facebook em si - é acusado por arrecadar dados sem o consentimento de seus usuários – aproximadamente 87 milhões tiveram seus dados pessoais utilizados pela firma de dados “Cambridge Analytics”, que, em si, a utilizou para apoiar a campanha do candidato republicano Donald Trump - esses dados direcionaram a campanha para ter mais efeito em mídias sociais.
Não, leitor. Não vamos entrar em política aqui. Isso é um caldeirão no qual não tem valor se aproximar nesse momento – mas olhemos para os fatos – a privacidade de usuários está em jogo. A fragilidade do pessoal está visível, mais do que antes. E isso leva as pessoas a questionarem – afinal, vale a pena usar esses serviços?
Pergunta estúpida, sim. É claro que vale a pena. A nossa sociedade já se estruturou ao redor de mídias sociais e contatos rápidos, e isso não vai mudar com uma crise em um desses serviços. O que acontece, porém, são processos de migração. Olhemos aqui para os dados publicados pela Reuters, ainda antes de toda essa polémica.
A utilização do Facebook em si como um serviço aberto esteve em um processo de queda de usuários – apenas 5% em total, nesse ano, mas o interessante é como as pessoas estão fazendo uso de sistemas de privacidade. A Reuters mostrou que um número significante de usuários moderavam o seu feed de notícias (Um mínimo de 36% fazendo alguma forma de moderação nesses meios.)
Agora olhem só – essa queda de 5% que observamos em 2018? Ela está atribuída por certos estudiosos pelas mudanças que foram feitas no sistema de notícias do Facebook... que foram feitas especificamente para filtrar informações dissidentes da opinião do usuário!
E as pessoas dizem que empresas não estão de olho nos costumes de seus usuários! Claro que não – estão muito de olho mesmo, mas a reação pública aparenta o seguinte – quando a questão é moderar conteúdo, o usuário prefere ter algum tipo de agência no processo.
Então vemos o crescimento de serviços pessoais como o WhatsApp – não duvido que você utiliza ele, caro leitor. Afinal, com ele, podemos moderar com quem falamos, em grupos semiabertos, recebendo o que quisermos. Os dados da Reuters confirmam isso, vendo um crescimento de 7% no Brasil em usuários do WhatsApp.
Isso significa que o Facebook está em perigo? Não. Não, ele realmente não está, pois ainda é a mídia mais popular no mundo. Além disso, o Facebook comprou o WhatsApp em 2014. Hoje em dia, tudo é conglomerado, caros leitores – seja o Facebook, Disney, Marvel ou qualquer outra coisa. Mas essas alterações permitem a nós observarmos que o paradigma de consumo de nossas mídias está em um processo de mutação –e dependendo de quais outros escândalos escaparem ao processo dos anos, vai continuar a mudar mais ainda.
Isso nos leva ao próximo assunto que iremos discutir, caro leitores - um tanto quanto gostoso. E quando gostoso, digo polémico. Vamos falar de Câmaras de Eco e as suas relações com as mídias sociais no próximo post. Preparem as suas tochas!

Excelente trabalho, Raul!
ResponderExcluirGrande abraço do ex-colega de Sefa/Martins.
Espero que esteja tudo bem e em paz com vc!
(também estou lutando pra terminar minha graduação em História... meus calouros já estão no mestrado! hahaha T.T)
Tem que sofrer mesmo - acontece. Ao menos tudo está em andamento. Agradeço pelo suporte!
ExcluirO Facebook tem que acabar! Precisamos de uma renovação
ResponderExcluirSobre a cara do Mark no julgamento: "as vezes o sujeito está louco na droga"
ResponderExcluireu sempre acho q ele ta com cara de deboche kkkkk
ResponderExcluirreturn visitor
ResponderExcluir